sábado, 22 de julho de 2017

Caminito del Rey a nossa aventura!

Lembram-se deste post? Pois lá fomos fazer o Caminito del Rey e foi uma verdadeira aventura. 


Tudo começa por caminhar cerca de 1,5 km, atravessar um pequeno túnel e depois andar entre o bosque por um caminho de terra batida. Daqui podemos ver a albufeira do Gaitanejo. No final deste trilho é feito o controle dos ingressos, são facultadas instruções de segurança e entregues os capacetes, obrigatórios em todo o percurso.


Aqui começa o percurso com passadiços de madeira e ferro. Percorremos o canhão do fluvial do rio Gaitanes. Dá para tirar fotografias espectaculares, mas é difícil captar a energia do local.



Esta parte do percurso é tranquila, semelhante aos Passadiços do Paiva, mas melhor e mais imponente.



Depois de mais um trilho de terra batida começa o verdadeiro Caminito del Rey, aquele que me assustou quando vi fotografias. O novo passadiço de ferro e madeira foi construído sobre o passadiço de cimento antigo. Em alguns locais vê-se o trilho original. O ambiente envolvente é de cortar a respiração, impossível de transmitir por fotografias. Para quem tem vertigens, algumas zonas podem ser assustadoras, mas é pacífico. 


Esta parte do Caminito del Rey percorre o desfiladeiro de Gaitanes e está construído a cerca de 300 m de altura desde o rio. Adorei fazer este percurso e atravessar a ponte que liga as duas paredes do desfiladeiro foi extraordinário. 

Depois são mais 2 km a percorrer até a El Chorro, onde se vai entregar os capacetes.


Simplesmente uma aventura maravilhosa. Viemos de coração cheio.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O "rochedo" de Gilbratar

Nestas férias por Andaluzia, queríamos ir visitar Gibraltar. Não vou contar a história deste pedaço de Inglaterra, pois basta uma pequena busca na internet e logo a descobrem. Vou falar um pouco daquilo que experimentamos. 

Para começar demoramos muito tempo a entrar em Gibraltar, o controle é demorado e o facto de fecharem a estrada para os aviões aterrarem não ajuda. Depois de estacionar o carro num dos inúmeros parques que há por ali, fomos em direcção ao teleférico que nos levaria até ao cimo do rochedo. Ali chegados deparamo-nos com uma fila imensa. O preço assustador... Para os 4 gastei 66€ 😱 

Bem, é uma daquelas coisas que se vais, tens de fazer... Por isso lá perdi o amor ao dinheiro e fomos... Mais uma eternidade para apanhar o teleférico... Mas a vista durante o percurso é fantástica.

Chegados ao cimo do rochedo fomos recebidos por um grupo de amigáveis macacos. 

Umas voltas por ali e a desilusão de chegar a um espaço degradado, em que o que rodeia os macacos é lixo e prédios a cair. O perigo espreita em cada passo que damos. A atenção com que temos de caminhar para não se cair, acaba por limitar o interesse pela beleza envolvente. Valeram de facto os macacos, único foco de interesse no cimo do rochedo.



Lamentável o facto de que o preço cobrado nas viagens de teleférico, não seja aplicado para melhorar o espaço envolvente do rochedo, tornando-o mais atraente.

Desiludidos, passeamos pelo centro de Gilbratar e nos arredores encontramos uma praia muito aprazível, Caleta Bay. Passamos o resto da tarde a refrescar e aproveitar a água morna da baia.

O regresso... Outra tortura... Filas e filas... Definitivamente foi uma experiência... Mas certamente a não repetir!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Caminito del Rey

O Caminito del Rey, algo que nunca tinha ouvido falar até o mais que tudo ter a ideia de o fazermos nestas férias em Andaluzia, Espanha. Depois de ver imagens do dito percurso, a minha primeira reacção foi: "nem pensar!". Tenho vertigens, sofro do cardíaco (a minha taquicardia) e os miúdos são pequenos, foram os meus argumentos. Algo que não demoveu o rapaz de me convencer. 

Então o que é isso do Caminito del Rey, que tanto me assustava?

"O Caminito foi originalmente construído entre 1901 e 1905, e usado para transportar materiais e pessoas entre duas centrais de energia que foram instaladas de ambos os lados do desfiladeiro El Chorro. Mas só em princípios dos anos 1920 é que o rei Alfonso XIII inaugurou oficialmente este sítio, tendo caminhado ao longo de toda a sua extensão e atribuindo-lhe a sua designação actual. Desde essa altura que o Camino se tornou numa das atracções emblemáticas de Espanha.  O desfiladeiro de El Chorro (La Garganta del Chorro) é um lugar fantástico, com enormes muralhas de pedra que chegam a atingir 400 metros de altura e dispersas por três quilómetros de área. “El Chorro” pode ser traduzido livremente como “a torrente”, que é exactamente aquilo que acontecia a água enquanto se movia pela ravina estreita deste desfiladeiro. A diferença de alturas entre os dois reservatórios construídos em ambos os extremos do desfiladeiro ofereciam uma oportunidade única para captar energia hidroeléctrica. Um conceito que era quase revolucionário naqueles tempos. Não desfazendo a excelente ideia da electricidade, a atracção principal sempre foram os trilhos de cimento para caminhada de Caminito del Rey, que se prolongam por toda a extensão do desfiladeiro e se lançam sobre as suas encostas mais vertiginosas. Diz-se que a estrutura original foi construída por marinheiros, habituados a escaladas com recurso a cordas e a trabalhos perigosos que envolviam ficar suspensos sobre enormes precipícios. Registos não oficiais contam que certos prisioneiros, condenados à morte, estavam encarregues das tarefas mais perigosas. Os caminhos foram construídos com recurso a areia e cimento, e firmados no local por suportes de metal. Uns apoios de ferro foram colocados ao longo deste caminho não recomendado aos de coração fraco. O Caminito foi-se degradando ao longo dos anos e acabou mesmo por fechar no ano 2000 depois de várias pessoas terem morrido na sequência de quedas.  Este perigo iminente e permanente tornou-se material de lendas e tem atraído alpinistas e entusiastas de adrenalina de todo o mundo. Muitas pessoas referem-se mesmo ao Caminito como o “caminho mais perigoso do mundo”. Esta é a aparência do Caminito em 2013, antes de ser reabilitado.



video

Preciso

A família é tudo o que preciso.


Sissi

Para participar na brincadeira da Chica, clique na imagem


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Desacelerar...

Durante esta semana, aconteceu-me algo e talvez já vos tenha acontecido a vocês também. Sou uma pessoa conversadora e durante o serviço gosto de "brincar" com colegas e doentes. Mas naquele dia, apesar de estar lá, não estive verdadeiramente presente. Porque o corpo estava cansado e a cabeça noutro sítio. Estes últimos meses tem sido terríveis, ando completamente esgotada. Só me apercebi que de facto estava assim, quando me disseram: não estás cá. Sorri. E não me senti muito bem comigo. Nesse dia, não fui eu e isso ressentiu-se onde gosto de dar o melhor. Agora começam as tão ansiadas férias e sei que quando regressar serei eu mesma... está na hora de desacelerar. 

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