sexta-feira, 3 de abril de 2015

Arte em livros :)))


Começou antes de ter começado...


"Quando é que isto começou?

Isto o quê?

Isto.

O amor?

Sim, o amor.

O amor?

Sim, pode ser isso. Quando é que o amor começou?

Começou antes de ter começado. Um pouco antes. Nenhum deles soube quando começou. Só se sabe como é depois de já ter começado. Nem se sabe o que é, sabe-se só que já começou.

E depois?

E depois não acaba quando devia acabar. Dura mais tempo. O coração bate mais tempo. Não há maneira de parar o coração.

E então?

E então é assim. Não há muito que se possa fazer. É mais do que suficiente. Tem de se aguentar. Todo o tempo que durar. Sem nunca saber, do principio ou do fim, pode-se esperar.

Pode-se esperar?

Sim. Pode-se esperar. Sem saber o que se espera. É esse o verdadeiro esperar. Ninguém pode adivinhar o que traz o amor.

Pode trazer tudo. O amor é isso tudo que se deve esperar.

Isso é ainda pior.

É. Não saber dizer o que é. Não haver palavras.

O amor não tem nome, forma ou cor. Vem quando quer. Vai quando não se espera que vá. Não se deixa adivinhar. Ninguém tem mão no amor.

E então? O que é que tu queres saber?

Eu gostava de saber.

Eu também gostava de saber. Mas o que sabe é muito pouco. Quase nada.

O amor não começa quando se quer, nem acaba quando se deseja. O amor é forte, destemido, indomável. Se não fosses tu, eu seria outro, dizem-se os amantes: eu quero viver na tua vida. Os amantes adivinham-se sem palavras, olham-se nos olhos à procura, fecham-se em quartos pequeninos. Perdem-se um no outro, agarram-se com toda a força dos dedos e dos braços, beijam-se sobre fundos abismos. O amor sempre mete medo. O medo de vir a faltar, depois de tudo ter prometido. Vai, mas não apanhes nenhum frio, e depois volta. Os amantes regressam quando a luz é pouca a um supremo egoísmo. Eu e tu e mais ninguém. O mundo pode desabar, o mar mudar de cor, a lua cair de repente. Só importa o brilho dos teus olhos e o sangue a bater nas minhas veias. Sabe-se lá o amor.

Fica quieto. Não faças nada. Ama-me mais, de dia e de noite.
O mundo não precisa saber nada disto."

Pedro Paixão, em Muito, meu amor

Depois de um dia atarefado...o descanso!!!


"Nada como um dia após o outro. 
Nada como o silêncio depois do barulho. 
Nada como a paz de repousar na própria pele depois do vendaval. Nada como descansar ao lado da própria companhia. 
Ah, o tempo!" 

[Bibiana Benites]


quinta-feira, 2 de abril de 2015

O folar da Páscoa

Hoje ao dar uma voltinha pelos blogs amigos, apercebi-me como é diferente a tradição pascal de país para para país, região e até aldeia. 

No blog Vivendo e aprendendo, Sileni confeccionou um folar doce e pergunta qual é o significado do ovo na massa. Bem vou tentar explicar, baseado naquilo que ouço por aqui.

Em Portugal, é tradição os padrinhos na Páscoa oferecerem um folar aos afilhados. Antigamente este folar era um pão doce ou salgado, mas ao longo dos tempos esta tradição foi sendo substituída por prendas (dinheiro, roupa, etc.). 

O folar continua a fazer parte da mesa pascal de algumas regiões. Aqui em trás-os-montes é confeccionado em grande parte das aldeias e padarias. 

Dependendo da região do país, os folares ou são doces ou salgados e variam de forma e sobretudo de receita.


Este é o típico da minha região, é salgado, de uma massa de pão, leveda, recheada com carnes fumadas e enchidos.

No caso dos folares doces, e agora respondendo à questão da Sileni, o bolo simboliza o ninho, e os ovos a geração de uma nova vida, fertilidade.
Os ovos que o cobrem são cozidos com casca de cebola para ficarem acastanhados. Estes ovos cozidos, ficam sempre muito mais aromáticos e a massa do bolo que os envolve, fica muito mais macia e húmida.

Quando se oferece um folar a alguém, estamos a desejar felicidade e prosperidade.
Espero ter conseguido responder à questão da Sileni e aproveito para participar na BC Páscoa 2015, do blog da  Jo Turquezza Mundial.


Clique na imagem e saiba como participar.




Sissi
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